quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O pônei maldito e um certo ponto.....



Desde que vi a propaganda dos 'bichinhos saltitantes' fiquei apaixonada pelo musiquinha xaropeta que literalmente grudou.

Mas o que essa propaganda tem a ver com tricô? Teoricamente nada, mas pelo título da postagem voces já podem imaginar sobre o que vou falar.

Nas minhas andanças pela internet vez por outra fico frustrada ao ver que pouco se cria e muito se copia abaixo da linha do equador. Quase tudo se limita a mesmice de modelos, receitas sem graça e muitas variações nada variadas de um tal ponto 'maledito' .

Só com uma pesquisinha básica em revistas impressas encontrei nada menos que  10 receitas 'oficiais e inéditas' que seguem o versinho chato  "tricô, laçada, 2 juntos em tricô, tricô, laçada, 2 juntos em. tricô...."

Vamos e convenhamos, será que não dá para inovar publicando receitas mais originais? 

Por onde anda o bom e velho  cordão de tricô explorando combinações de cores e texturas dos fios? Cadê o ponto meia e o jacquard? O ponto arroz e suas variações? Os pontos de barra estreitos ou largos? E porque não  um rendadinho básico que não seja o "tricô, laçada, 2 juntos em tricô, tricô, laçada, 2 juntos em. tricô...." ?


Acredito que se a ideia é divulgar e popularizar o tricô, é muito válida a publicação de receitas bem simples e básicas, mas será que alguém que já saiba montar pontos e tecer o ponto meia não deseja seguir adiante? Será que o simples e básico tem que ser ruim, sem graça,  sem novidade, sem apelo visual?
Será que já não está na hora das nossas muitas revistas (falo de revistas porque há muito tempo não temos livros de autores de língua portuguesa sobre tricô) investirem em conteúdo de melhor qualidade, receitas mais claras, com medidas compreensíveis . Até hoje não sei o que é um manequim 40.....40 o que? Centímetros, polegadas? Fotos feias, receitas com erros e somente para as bonitinhas e magricelas (não sou bonitinhas mas sou magricela e baixinha). Será que o mercado editorial acha que só as avós compram revistas para tecer para as netas jovenzinhas? Será que quem faz tricô padece de mal gosto crônico?


Hello editoras! Tricô não é coisa de vó mais não! Tricô também não é só para as manequins lindinhas. Pessoas de carne e osso (mais carne que osso) também fazem tricô e gostam de usar suas artes. E definitivamente não querem só tecer o versinho....
Fora isso, já que investiram para fazer uma revista meia-boca porque não aproveitar o investimento visando um público ávido por material inédito e de boa qualidade? 


Tudo bem, que muita gente hoje em dia tem acesso ao computador, a internet, ao 'buraco negro' chamado Ravelry (buraco negro porque uma vez que você entra não consegue sair mais), a um monte de informação em muitas línguas e até em português, mas e quem não tem acesso ao mundo virtual? 

E mesmo no mundo virtual em portugues a mesmice prevalece na maioria dos sítios sobre tricô. O tal pônei, ops, ponto, pipoca vez por outra em 'receitas maravilhosas'.

Sei que um dia a coisa do tricô vai tomar um rumo mais interessante por aqui, mas enquanto isso não acontece vou continuar ouvindo a musiquinha e tricotando meus paninhos....


E por falar em paninho, a Ação entre Amigos do paninho Azurita está firme e forte:











9 comentários:

Veralu49 disse...

Adorei a postagem, também concordo que está na hora de termos revistas de mais qualidade em termos de receitas, e com o cuidado de que as receitas sejam testadas antes, pois a maioria das revistas brasileiras tem as receitas chutadas.
Muitas pessoas ainda não acessam a net e continuam comprando revistas mas continuam fazendo seus cachecóis de ponei maldito por absoluta falta de opção.

Linhas, lãs e afins... disse...

Concordooooo!!!!! A gente tem falado tanto a respeito disso lá no Crazy...
Dá até pra fazer o verso "ponto maldito, ponto maldito"... (ponto esse que aprendi há uns 6 anos como "sendo feito na ag. de tricô mas não sendo tricô" - vai entender...).

Um dia a gente chega lá, Grace!

Anne disse...

Querida Grace, acompanho seu blog a bastante tempo e concordo emgenero numero e grau,as publicações nacionais tem deixado a desejar faz tempo.nos ultimos 3 ou 4 anos tenho comprado apenas revistas e livros importados e aprendido muito meu trico evoluiu horrores.Abraço,Anne

Juliana Romeo disse...

Amei, seu post!!!
Muito bom!!
Bjus
Ju

Bel Colmenero disse...

Grace, quero participar da Ação entre Amigos!
Bjos

Cira Nunes disse...

HAHAHA, REALMENTE O "TRICOPONEI" É UMA COISA DE ENDOIDECER QUALQUER UM E O TAL TAMANHO 40 É OUTRO MISTÉRIO,rsrsr
Eu não sou nenhuma expert em tricô, mas gosto de tricotar pontos que prendam minha atenção e façam meus neurônios funcionarem, ok que o tal pontinho é muito util pra quem tá começando, mas ele está em toda parte! Adorei teu blog e já sou sua seguidora! Beijos

Doloresjo disse...

Concordo plenamente com você.Faço tricô, tricô, não qualquer coisa.Gosto de desafios e ultimamente não tenho visto nenhuma novidade.Bjs e continue assim questionando qualidade de material para os trabalhos das tricoteiras e crocheteiras.

Dolores

Meu blog: doloresjo.blogspot.com

Mille Rose disse...

Oi Grace, post bastante pertinente. Em tudo é assim, aprendemos o básico e depois queremos mais. O mercado está aí, o Brasil é imenso, mas, infelizmente, não existe investimento - que com certeza daria retorno - em algo realmente de conteúdo inteligente na área do artesanato em geral. O lema aqui é nada se cria, tudo se copia. Acho que isso só vai mudar quando nós, tricoteiras, que temos conhecimento em outras áreas unirmos nossas forças e conhecimentos externos ao tricô para fazer algo revolucionário. Vou pensar nisso... já até tinha pensado, uma época, em traduzir o livro da Elizabeth Zimmerman.

Anônimo disse...

olha eu vejo essa musica do ponei todos os dias que acordo eu ja to irritada mais eu so vejo mesmo por causa da minha filha bia minha filha adora mais o meu marido nao gosta pq ele e da igreja mesmo assim eu vejo eu não acredito no que meu marido diz ele fica falando que eu vou ser amaldisuada...rsrsrsrs como si eu acreditasse nessas coisas.