domingo, 27 de abril de 2008

Trocando em miudos: Nob Hill e seu gráfico

Se você conseguiu ler a receita do Nob Hill até o final talvez esteja se perguntando o porque de uma receita tão comprida para um trabalho tão simples? Simplesmente porque a autora do projeto detalhou carreira a carreira todo o desenvolvimento do trabalho. Essa forma de apresentação de receita é comum nos países de lingua inglêsa e era muito usada nas décadas de 40/50 nas receitas em português.
Nas décadas seguintes as receitas de tricô publicadas no Brasil passaram a seguir um padrão mais europeu de redação e publicação, que é bem mais simples.
As receitas inglêsas antigas normalmente não apresentavam nenhum tipo de representação gráfica, nem mesmo para pontos trabalhados. Mesmo nos dias de hoje, nem todas apresentam um gráfico de pontos ou medidas.
Já as receitas européias de revistas como Verena, Sandra, Sabrina (alemãs), Mani di Fatta, Maglia Mia (Italianas), Katia (espanhola), apresentam um esquema gráfico com as medidas das peças e também a representação gráfica de pontos mais complexos.
Nas receitas em português você encontra as duas formas de apresentação, ou seja, carreira a carreira e com representação gráfica de medidas e pontos.
Então para facilitar a visualização da receita do Nob Hill (após uma batalha feroz entre esta que que vos escreve e o editor de imagens), finalmente estou postando a seguir, o gráfico com as medidas desta pequena obra de arte chamada Nob Hill.
Talvez achem um exagero eu chamar um trabalho simples como este de obra de arte, mas a idéia da simplicidade é que me encantou. Ainda que você não seja uma tricoteira- arteira de mão cheia, se seguir a receita direitinho, verá o trabalho tomando forma nas suas agulhas. Este é o tipo do projeto que certamente terá começo, meio e fim.
Algumas pessoas me perguntaram se poderiam usar outro fio que não fosse o Giorgio, e a resposta é sim. Um efeito muito interessante pode ser obtido se você usar a lã para tapeçaria (Paratapet e Tapecebem) e um fio que contenha viscose e algodão (Class da Aslan) ou viscose e acrílico (Fiocel da Pingouin). A única recomendação é lavar a peça, após terminar de tecer, com água fria e sabão neutro (um shampoo a base de lanolina é perfeito para lavar peças tecidas com fio 100% lã). Não esqueça de completar a 'hidratação' do seu tricô com um bom amaciante ou mesmo condicionador para cabelos secos. Sim porque o fio de lã é que nem cabelo, precisa ser lavado com cuidado e hidratado....
Então com pelo ou sem pelo, fechando esta postagem lhes apresento: Nob Hill em gráfico e foto.

6 comentários:

Z-boy disse...

Grace, seu bolero ficou muito lindo. Adorei a cor.
Obrigado por partilhar essa maravilha conosco. Um beijo e felicidades

Rosangela Mendes disse...

Olá Grace, desda 1ª vez q vi esse bolerinho amei ele é muito show, se não for pedir d + será q vc me da a receita. Olhando no seu blog achei a receita um pouco complicada.
Bjs

regina araujo disse...

Vi este modelo em algum lugar (talvez aqui). Consegui fazer pela receita original (inglês americano é muito chato). Já fiz três!!!!!Engraçado que o primeiro fiz com 3 novelos da Giorgio (que vc tb usou). Os outros dois fiz com meadas de pura lã argentina (aquela toda irregular fina/grossa). Ficaram lindas!! Tenho as fotos mas não tenho blog!! Parabéns, sua tradução está ótima!!!!!
Regina

Otilia Sabra disse...

Grace,

O seu ficou ainda mais bonito que o original. Parabéns por todo empenho e dedicação (e generosidade em pratilhar tudo isso conosco). Vou tentar fazer um também, pois tenho novelos da Giorgio que estava mesmo tendo que descobrir como bem utilizá-los.
Obrigada,

Otília

solange disse...

Simplesmente fabuloso!!
Adorei e farei ... 3.
Bjs.

Patybf disse...

Grace, adorei a peça! Parabens! Qual shampoo de lanolina vc recomenda? eu sempre uso sabao para roupas delicadas (tipo Ola). Nunca usei amaciante... mas adorei a ideia, principalmente a de usar condicionador.... vc sempre usa?
bjs