domingo, 26 de agosto de 2007

As ferramentas do artista.

Passada a euforia da comemoração do Dia Nacional de Tricotar em Público é hora de falar um pouco mais sobre tricô.
Quando falo em euforia, tenho que me justificar porque nem todo mundo saiu às ruas de levando seu tricô em baixo do braço, mas ao menos 15 pessoas se reuniram para tricotar no
CAFÉ E RESTAURANTE ATHENAS II (Rua Antonio Carlos, 460 – Consolação, São Paulo). Fomos muito bem recebidas por todos do staff e em particular pelo gerente, sr. Marcos.

Para quem mora em São Paulo e trabalha na região da Av. Paulista, deixo a recomendação para conhecerem o lugar.

Mas voltando ao assunto tricô, ontem durante o encontro, fiquei observando as agulhas de tricô que cada uma estava usando. A maioria usava agulhas plásticas de grossuras que variavam entre 4,0 e 6,0 . (Algumas usavam agulhas circulares, mas isto vou deixar para um outro dia)

Aproveitando a deixa resolvi falar um pouco sobre agulhas, seus materiais e algumas dicas para a sua conservação.

As agulhas são para o tricô o mesmo que os pinceis são para o pintor. Ferramentas indispensáveis para execução de qualquer trabalho, precisam de cuidados e outras coisinhas mais.

Para quem já faz parte do mundo mágico das duas agulhas talvez o que vou falar não tenha muita utilidade, mas para aquelas que querem se aventurar no tricô (e certamente se apaixonar), aqui vão algumas observações:

  1. A numeração comercial das agulhas de tricô encontradas aqui no Brasil vão do 2,0mm a 15,00mm. Numerações menores ou maiores, não são tão comuns ou fáceis de encontrar. Os materiais mais populares são o plástico , alumínio pintado ou niquelado, madeira ou bambu. Infelizmente o que encontramos por aqui deixa um pouco a desejar em termos de qualidade, principalmente quando se fala em agulhas plásticas ou madeira. Àquelas de numerações mais finas (de 2,0 a 6,0mm) são feitas de uma haste metálica recobertas por uma capa plástica. As pontas são mais frágeis e não é raro você ser premiada com a ponta da agulha se quebrando bem no meio daquele ponto ou trabalho mais elaborado. As terminações também costumam soltar vez por outra, quando se colocam muitos pontos na agulha e força os pontos contra os terminais.

  2. Agulhas plásticas mais grossas (de 7,0 a 15mm) normalmente são feitas em plástico injetado e moldado . São ocas por dentro e a ponta e 'colada' depois da moldagem da agulha. Costumam ser bastante resistentes, porém algumas apresentam a ponta muito pequena e pouco apontada.

    Isto significa que tecer determinados pontos com elas se torna um verdadeiro desafio.

  3. As agulhas de metal pintado eletrostáticamente ou niqueladas, normalmente são de melhor qualidade que as aguilhas plásticas e sua durabilidade muito maior. Sua numeração comercial vai do 2,0 a 8,0mm e as pontas são bem definidas. Muitas tricoteiras que ainda não tem total controle na hora de tecer não gostam das agulhas de metal porque o fio escorrega mais. Ainda há a questão do tilintar (eu adoro aquele barulinho), mas tem gente que odeia.

  4. Tanto as agulhas de plástico quanto as metálicas que são vendidas aqui no Brasil têm o comprimento que varia de 30 a 38cm.

  5. As agulhas de madeira são de um modo geral fabricadas de modo rudimentar (não estou falando artesanal), as espessuras são imprecisas , apresentam muitas vezes reentrâncias na madeira e as pontas são grossas, bem toscas. Caso tenha se apaixonado por alguma e comprado, deixe guardadinha por um tempo. Será preciso paciência e habilidade com lixas, estilete e verniz para deixa-la em condição de uso. Quanto as agulhas de bambu, vou falar delas outro dia, juntamente com o materiais importados de boa qualidade.

A esta altura voces já devem estar se perguntando e qual a melhor agulha? Costumo responder que para quem nunca se aventurou, opte de cara por uma de metal para as numerações mais finas. Se forem bem guardadas após o uso vão durar muito. Para as numerações mais grossas, não temos muitas opções. Ou é plástico ou é madeira.
Uma dica para prolongar a vida de suas agulhas de plástico é lubrificá-las com oléo para bebê antes de guardar por um longo período. Isto lubrifica o plástico e evita que a agulha começe esfarelar. Passe o óleo com um algodão , coloque num saquinho plástico e guarde de preferência na horizontal. Quando for usar, é só lavar e secar bem.


5 comentários:

Anônimo disse...

Grace,
Eu tenho agulhas de todos os tipos: metal, plastico e de bambu. As que mais gosto sao as de plastico pois sao mais leves... no entanto, elas realmente tem uma durabilidade melhor, pois as antigas da minha mae, ja começaram a entortar... Mas , sendo assunto do seu proximo post, eu sou fa mesmo das agulhas circulares... mas os comentarios a respeito delas ficarao no proximo post!
bj
paty ballarin

gisele disse...

Querida Grace
Isto é um verdadeiro MBA de informações sobre agulhas.
Como vocês me viciaram nas circulares, deixei de lado as minhas antigas agulhas "retinhas". Estou aguardando a próxima aula de circulares.
Bjs
Gisele

Denise disse...

Grace...
Excelente sua explanação sobre as agulhas.
Tem mais um incoveniente das agulhas de plástico injetado:as pontas descolam!
O encontro deve ter sido realmente especial.
Beijos

Monica disse...

Grace, estou adorando seu blog, muito bom mesmo, vou esperar o próximo post, pois minhas preferidas são as circulares...as fotos do encontro estão muito bacanas, pena que não pude ir, mas no próximo com certeza estarei lá, estou com saudades de vcs!!!
bjos

Anônimo disse...

Milady Grace:
Mal comecei a usar uma par de agulhas de plástico n. 7, a emenda da ponta começou a desgastar.
Outro par, n. 3,5, desgastou com o atrito e criou depressões logo depois da ponta, o que produzia malhas com tensão mais apertada e atrapalhava ao passá-las para a ponta. Depois apareceram rachaduras no lugar.
Tive de comprar outro par, mas só encontrei da mesma fábrica...
E as pontas, bem arredondadas, não servem para fios finos. Ora, vc vai usar fios grossos em agulhas 3,5?
Agora, estão aposentadas, servindo apenas para trabahos à espera.

Bejuminas
Stella